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Entre Sambas, Marchinhas e Paixões: O Carnaval Carioca de Ontem e de Hoje

O Carnaval do Rio de Janeiro é, há mais de um século, a maior expressão da alma carioca. Sua história começa ainda no período colonial, quando o Entrudo português — uma festa popular com brincadeiras de água, farinha e perfumes — dominava as ruas do Centro. Com o tempo, essas práticas foram sendo substituídas por bailes de máscaras inspirados na tradição europeia, realizados em clubes elegantes como Fenianos, Democráticos e Tenentes do Diabo. Ali surgiram os primeiros concursos de fantasias, onde foliões exibiam trajes luxuosos, e onde personagens marcantes como Chiquinha Gonzaga ajudaram a construir a identidade musical da festa. Em 1899, ela lançou “Ô Abre Alas”, a primeira marchinha de Carnaval, inaugurando uma era de clássicos que seriam eternizados por nomes como Braguinha, Emilinha Borba. Carmen Miranda, grande estrela conhecida internacionalmente, por sua vez, eternizou marchinhas, como "Mamãe eu Quero" e "O que é que a baiana tem"

Carmem Miranda

Enquanto isso, nas áreas portuárias da cidade, florescia outro movimento fundamental: o samba, nascido nos terreiros da Pequena África, especialmente na casa de Tia Ciata. Desses encontros surgiram ranchos, blocos e cordões que evoluíram nas décadas seguintes para as escolas de samba. Em 1932 aconteceu o primeiro concurso oficial entre escolas, reunindo pioneiras como Mangueira, Portela e Deixa Falar. A grandiosidade e popularidade dos desfiles culminaram na construção do Sambódromo da Marquês de Sapucaí, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1984, estabelecendo o palco definitivo do espetáculo.

Paralelamente, os bailes de Carnaval se tornaram parte central da festa. O luxuoso Baile do Copa, no Copacabana Palace, ganhou fama internacional. Clubes tradicionais como o Monte Líbano e a Skala também se destacaram pelas noites glamourosas, cenários exuberantes e concursos de fantasia que marcaram época.

Mas a festa carioca sempre viveu também nas ruas. Ao longo do século XX e especialmente a partir dos anos 2000, houve uma explosão dos blocos de rua, que hoje tomam a cidade inteira. A Banda de Ipanema, criada em 1965, abre alas no coração de Ipanema; o irreverente Suvaco do Cristo anima o Jardim Botânico; o histórico Cordão da Bola Preta, fundado em 1918, arrasta multidões no Centro. Outros blocos tradicionais como Simpatia é Quase Amor, Carmelitas, Barbas e Monobloco fazem parte da diversidade e criatividade que definem o Carnaval carioca contemporâneo.

Entre os foliões de rua, porém, há um período considerado especial: o pré-Carnaval, que começa uma ou duas semanas antes da data oficial. Para muitos cariocas, é o melhor momento da festa. A cidade já pulsa com centenas de blocos, porém com menos multidão e mais clima de bairro, de intimidade, de samba perto da pele. É quando a magia do Carnaval toma forma, mas ainda não atingiu o auge do fluxo turístico. O pré-Carnaval tem o charme dos encontros espontâneos, das fantasias improvisadas e do samba cantado sem pressa.

Paralelamente, desde cedo, as quadras das escolas de samba fervem com ensaios. A preparação para 2026 já começou. Na Mangueira, na Rua Visconde de Niterói 1072, a comunidade se reúne para afinar a bateria “Tem Que Respeitar Meu Tamborim”. Na Portela, em Madureira, na Rua Clara Nunes 81, os ensaios misturam tradição e modernidade. Em Nilópolis, na quadra da Beija-Flor, na Rua Wallace Paes Leme 1025, as noites são dedicadas ao ritmo da “Soberana”, sempre cheia de apaixonados pelo samba. Essas noites de quadra são rituais fundamentais, onde se decide o tom do desfile e se constrói o espírito da comunidade.


Para 2026, a Liesa já definiu parte da programação. Os desfiles do Grupo Especial acontecerão nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro. O cobiçado Desfile das Campeãs, que reúne as seis melhores classificadas, ocorrerá no sábado seguinte, dia 21 de fevereiro. A ordem dos desfiles já foi sorteada, com Acadêmicos de Niterói abrindo o domingo, Mocidade Independente abrindo a segunda e Paraíso do Tuiuti a terça. Enquanto isso, novas diretrizes de julgamento foram implementadas para tornar o processo mais fluido, como o espelhamento de cabines de jurados e ajustes no número de paradas das escolas.

Hoje, o Carnaval do Rio é uma festa múltipla, que abraça tradição e contemporaneidade. Dos ensaios nas quadras ao brilho da Sapucaí, dos blocos de rua às noites luxuosas nos salões, o Rio vive uma celebração que é ao mesmo tempo patrimônio, identidade e paixão. Um espetáculo que começa semanas antes, cresce pelas ruas e atinge seu brilho máximo nos quatro dias mais aguardados do ano — mantendo viva a alma vibrante de uma cidade que respira festa, música e imaginação.

Por Alexandre Cunha - O Blog do Rio

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