Réveillon Copacabana 2026: shows, fogos e drones
Origens e raízes simbólicas
As primeiras celebrações da virada de ano na praia de Copacabana surgiram de uma tradição de matriz africana. Praticantes de Candomblé e Umbanda começaram a se reunir nos anos 1960 e 1970 para homenagear Iemanjá, lançando flores e oferendas no mar pouco antes da meia-noite, sempre vestindo branco — símbolo de paz, renovação e pureza. Com o passar do tempo, esse ritual ganhou grande visibilidade e transformou-se na mais icônica celebração de ano novo do Brasil.
Da cascata do Le Méridien aos shows em balsas
Nos anos 1980 e 1990, Copacabana ganhou espetáculos pirotécnicos cada vez mais estruturados. A cascata do extinto Hotel Le Méridien (hoje, atual Hilton Hotel) — que iluminava a orla com fogos descendo pelo prédio — tornou-se um marco visual do Réveillon carioca. Por razões de segurança e logística, esse formato foi substituído por queimas de fogos a partir de balsas no mar, configurando o modelo que conhecemos hoje.
O Réveillon hoje: produção, logística e diversidade
Atualmente, o Réveillon de Copacabana é produzido pela Prefeitura do Rio (via Riotur), com apoio logístico do Governo do Estado do Rio de Janeiro e patrocínios privados. O evento reúne produção técnica, som, infraestrutura de segurança, equipes de limpeza e serviços de saúde para receber milhões de pessoas na orla.
A virada de 2026 — resumo do espetáculo
Para 2026, a programação inclui uma queima de fogos de 12 minutos distribuídos em 19 balsas espalhadas pelo mar, criando um balé pirotécnico sincronizado visível de toda a orla. No palco principal, em frente ao Copacabana Palace, DJ Alok assume a festa logo após a queima de fogos e comanda um espetáculo aéreo com 1.100 drones, combinando música eletrônica, efeitos de luz e formas no céu. Antes e durante a virada se apresentam Gilberto Gil e João Gomes, compondo um line-up que mistura tradição e contemporaneidade.
O palco do Leme: espaço para a fé e a música gospel
Paralelamente, o palco no Leme foi reservado para apresentações gospel, oferecendo uma alternativa para quem busca uma virada mais contemplativa e religiosa. Essa divisão de palcos representa a diversidade de públicos que frequentam a orla na noite de Réveillon.
Patrocinadores e parcerias institucionais
A festa é dirigida pela Prefeitura do Rio / Riotur, com apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Para o ciclo de 2025–2027, a produção executiva está a cargo da agência SRCOM. Entre os patrocinadores e parceiros estimados para esta edição estão:
Essas parcerias permitem viabilizar a infraestrutura, a logística e as ativações em toda a orla.
Significado cultural e impacto
O Réveillon de Copacabana é a materialização de um encontro entre passado e presente: nas suas raízes, o ritual de oferendas a Iemanjá; na sua forma contemporânea, tecnologia, patrocinadores e produção em larga escala. A edição de 2026, com sua pirotecnia distribuída em 19 balsas e o show aéreo de 1.100 drones, promete ser uma das mais memoráveis — um abraço luminoso no mar que conjuga tradição, fé, som e inovação.
Se você ainda não conhece o Réveillon de Copacabana, esta é a oportunidade ideal de viver uma das experiências mais emocionantes do mundo. A virada no Rio é um espetáculo que vai muito além dos fogos: é energia, beleza, música, fé e uma celebração que transforma a cidade inteira. Para quem vem de fora, podemos ajudar a planejar toda a viagem — desde as melhores opções de hospedagem próximas à praia até pacotes completos com passagens aéreas, traslados e serviços exclusivos oferecidos por nossas agências parceiras. Venha celebrar a virada de 2026 no cartão-postal mais famoso do Brasil e comece o novo ano com o pé direito, diante de um dos maiores shows a céu aberto do planeta!
Por Alexandre Cunha - O Blog do Rio
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