Aeroportos do Rio de Janeiro: guia completo do Santos Dumont e Galeão, história, diferenças e qual escolher

                               

Quem viaja para a Cidade Maravilhosa costuma ter uma dúvida logo na hora de comprar a passagem: afinal, qual aeroporto escolher no Rio de Janeiro? A resposta depende do seu destino, do tipo de viagem e até da companhia aérea. O Rio conta com dois grandes aeroportos que atendem milhões de passageiros todos os anos: o Aeroporto Santos Dumont (SDU) e o Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão (GIG). Embora estejam na mesma cidade, eles têm histórias, características e perfis bastante diferentes.

Neste guia você vai conhecer a história dos aeroportos do Rio de Janeiro, descobrir curiosidades pouco conhecidas, entender como chegar às principais regiões da cidade e saber qual é a melhor opção para a sua viagem.

Aeroporto Santos Dumont: o aeroporto com uma das vistas mais bonitas do mundo

Inaugurado em 1936, o Aeroporto Santos Dumont foi o primeiro grande aeroporto civil do Brasil planejado para a aviação comercial. Seu nome homenageia Alberto Santos Dumont, pioneiro da aviação e um dos brasileiros mais conhecidos da história.

O aeroporto chama atenção pela localização privilegiada. Construído sobre um grande aterro na Baía de Guanabara, ele fica ao lado do Centro do Rio de Janeiro e a poucos quilômetros da Zona Sul. Durante o pouso, especialmente para quem se senta na janela, é possível admirar um verdadeiro cartão-postal: Pão de Açúcar, Cristo Redentor, Marina da Glória, Museu do Amanhã, Ponte Rio-Niterói e boa parte da orla carioca.

Essa aproximação é considerada por muitos pilotos e passageiros uma das mais bonitas do mundo.

Vista Aérea da pista do Aeroporto Santos Dumond

Uma das maiores curiosidades sobre o Santos Dumont está escondida sob seus pés. Como o aeroporto foi construído sobre um aterro avançando em direção ao mar, existe abaixo da pista uma enorme estrutura técnica formada por galerias, túneis, redes de drenagem, tubulações, cabos elétricos, casas de máquinas e espaços de manutenção. Muitos cariocas chamam esse conjunto de "cidade subterrânea", embora não exista ninguém morando ali. É uma verdadeira infraestrutura invisível que mantém o aeroporto funcionando diariamente.

Outra característica marcante é sua pista relativamente curta. Por isso, apenas determinados tipos de aeronaves podem operar no Santos Dumont, exigindo treinamento específico dos pilotos e procedimentos diferenciados de pouso e decolagem.

Hoje o aeroporto é especializado em voos domésticos de curta e média distância, sendo um dos principais centros da famosa ponte aérea Rio–São Paulo.

Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão): a porta de entrada do Rio para o mundo

O Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido por praticamente todo carioca simplesmente como Galeão, está localizado na Ilha do Governador, cerca de 20 quilômetros do Centro.

Sua origem remonta à década de 1920, quando a região começou a ser utilizada para atividades militares. Durante a Segunda Guerra Mundial, a base aérea ganhou importância estratégica e, com o crescimento da aviação comercial nas décadas seguintes, transformou-se no principal aeroporto internacional do Rio de Janeiro.

O nome Galeão vem da antiga Praia do Galeão, onde, durante o período colonial, era construído um navio do tipo galeão para a Coroa Portuguesa.

Em 1999, o aeroporto recebeu oficialmente o nome de Aeroporto Internacional Tom Jobim como homenagem ao compositor Antônio Carlos Jobim, um dos maiores nomes da música brasileira.

A homenagem faz todo sentido. Foi justamente observando o Rio pela janela de um avião durante seu retorno de uma longa viagem ao exterior que Tom Jobim compôs Samba do Avião, uma das músicas mais bonitas já escritas sobre a cidade. A canção eternizou versos como "Minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro...", transformando a chegada pelo Galeão em uma experiência quase poética. Apesar disso, o aeroporto não recebeu o nome por causa da música, mas como reconhecimento pela importância do artista para a cultura brasileira.

O Galeão possui duas pistas longas capazes de receber praticamente qualquer aeronave em operação no mundo. É ali que chegam modelos como Boeing 777, Boeing 787, Airbus A350 e diversas outras aeronaves utilizadas em voos internacionais de longa distância.

Além da infraestrutura aeroportuária, o Galeão oferece dezenas de lojas, restaurantes, salas VIP, hotel, locadoras de veículos e uma ampla estrutura para passageiros em conexão.

Todos os voos internacionais chegam pelo Galeão?

Na prática, sim.

Quase todos os voos internacionais regulares que chegam ao Rio de Janeiro utilizam o Galeão. É nele que operam as rotas vindas da Europa, Estados Unidos, América do Sul e demais destinos internacionais.

O Santos Dumont opera praticamente apenas voos domésticos. Eventualmente pode receber voos executivos ou operações especiais internacionais previamente autorizadas, mas isso não faz parte da rotina do aeroporto.

Como chegar às principais regiões do Rio

A localização faz bastante diferença na escolha do aeroporto.

Zona Sul (Copacabana, Ipanema, Leblon, Botafogo, Flamengo e Leme):
O Santos Dumont é claramente a opção mais prática. Em cerca de 15 a 25 minutos, dependendo do trânsito, já é possível chegar aos principais bairros da região.

Centro do Rio:
O Santos Dumont praticamente faz parte do Centro. Além de táxis e aplicativos, o aeroporto possui integração com o VLT, que se conecta ao metrô e à Rodoviária Novo Rio.

Zona Norte (Tijuca, Maracanã, Méier, Vila Isabel):
Os dois aeroportos oferecem boas opções de acesso, embora o Galeão fique ligeiramente mais próximo de alguns bairros da região.

Barra da Tijuca, Recreio e Zona Oeste:
A diferença entre os dois aeroportos diminui bastante. O Galeão possui acesso direto pela Linha Vermelha e Linha Amarela, enquanto o Santos Dumont exige atravessar parte da região central antes de seguir para a Zona Oeste e Sudoeste.

Quais companhias aéreas operam em cada aeroporto?

O Santos Dumont concentra principalmente operações domésticas da Azul, GOL e LATAM, especialmente nas rotas e conexões para São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e outras capitais.

Já o Galeão recebe essas mesmas empresas em voos nacionais e também diversas companhias internacionais, como TAP Air Portugal, Air France, Iberia, American Airlines, Copa Airlines, Aerolíneas Argentinas, Sky Airline e outras empresas que conectam o Rio aos principais aeroportos do mundo. Como essas operações mudam ao longo do tempo, vale consultar a programação atualizada antes da viagem.

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Afinal, qual aeroporto escolher?

Se você vai se hospedar em Copacabana, Ipanema, Leblon, Botafogo, Flamengo, Lapa ou Centro, o Santos Dumont normalmente oferece o deslocamento mais rápido.

Se sua viagem é internacional, envolve conexões ou voos de longa distância, o Galeão será, quase sempre, a melhor escolha — e muitas vezes a única opção disponível.

No fim das contas, os dois aeroportos se complementam. O Santos Dumont encanta pela localização privilegiada e pela vista inesquecível da Baía de Guanabara. O Galeão impressiona pela infraestrutura e por ser a principal porta de entrada internacional da cidade. Independentemente de onde seu voo aterrissar, uma coisa é certa: poucas cidades no mundo proporcionam uma chegada tão bonita quanto o Rio de Janeiro.

Informações úteis

Aeroporto Santos Dumont

https://www.aeroportosantosdumont.net/

Aeroporto Internacional Tom Jobim (RIOgaleão)

https://www.riogaleao.com

Antes da viagem, consulte o site oficial do aeroporto e da companhia aérea para verificar informações atualizadas sobre voos, transporte, estacionamento, serviços e eventuais alterações operacionais.

Por Alexandre Cunha - O Blog do Rio

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